Existe uma maneira certa de pensar ou ser? Admito que esse pensamento pipoca na minha cabeça de vez em quando. Eu procuro achar que sim e tento encontrar um meio-termo em tudo, mas às vezes me pergunto se fazer isso não é a forma correta de pensar e eu estou errado e todo mundo certo. A maioria das pessoas que eu conheço adere a uma idéia e a segue como lei, mesmo sabendo de suas limitações e não levando isso a sério. Ainda assim, existe a necessidade de divisar as coisas, definir o que é certo e o que é errado. Eu me pergunto se esse male é apenas do Brasil, reflexo da nossa falta de valores como povo, e como não existe um código de conduta respeitado pela maioria, cada um escolhe sua forma de ser e foda-se o resto. E talvez as outras pessoas estejam certas e o que me falta é humanidade e identificação como indivíduo.
Nessa hora, porém, eu ponho a cabeça no lugar: olhando o mundo afora, parece que todo país pensa como o Brasil, pelo menos aqui nas Américas. Sempre existe uma divisão e é melhor assim, eu acho. Eu lembro também que o mundo me parece um lugar cada vez pior e então eu não posso estar tão errado em querer ser diferente. Talvez eu esteja certo no final das contas.
Mas a possibilidade mais plausível (e assustadora) é que provavelmente eu sou igual a todo mundo. Tenho meu credo, meus códigos de conduta, assim como todo mundo. O engraçado é que numa discussão, quando alguém dá uma opinião, eu quase sempre vou contra ela, mesmo que não me manifeste na hora.
Então existem 3 possibilidades: eu estou certo, errado ou sou como todo mundo.
Quando estou me aproximando da resposta, eu enfim durmo. Melhor hora do dia.
terça-feira, 24 de julho de 2007
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4 comentários:
Brilhante ! Uma das coisas mais brilhantes ao qual eu li. Super inteligente e instigante.
Certo e errado. Isso nao existe, está na nossa mente. Religiao, politica, ciencia, tudo isso tenta amarrar sua mente em um paradigma estatico.
Essas coisas tiraram nosso maior dom: O de sonhar !
Agradeço o comentário, pelo menos alguém gostou hehehe...
Eu gostei muito do que tu escreveu. Aliás, a cada dia tu escreve melhor. E sobre a idéia do texto, lanço uma quarta possibilidade: as três anteriores podem ser válidas ao mesmo tempo, ou seja, não-excludentes... Beijos!
Amado filho Rafinha!
Adorei tudo que escreveste mesmo não sendo uma mãe coruja. Fico muito orgulhosa, mais do que sempre fui, de ti. Achei ótimo que tenhas dúvidas, o que para mim é um sinal de inteligência. É quando nos questionamos que permitimos que nossa consciência se amplie. Estás escrevendo muito bem, como diz o michel, parece ser um dom dos ramifinhos. Só não te amo mais porque não dá.
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